AEE UFC 2013
ALESSANDRA
sexta-feira, 20 de junho de 2014
“Modelo dos Modelos” de Ítalo Calvino e o AEE
De acordo com o texto Modelo dos Modelos de Ítalo Calvino, vemos em primeiro momento uma visão bem distinta da visão do AEE, quando coloca: “Houve na vida do senhor Palomar uma época em que sua regra era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam[..]. Mas se por um instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas”[...]. Nós professores de AEE temos uma visão bem diferente do Senhor Palomar, pois seu foco era em um único modelo onde todos deveriam se encaixar, no AEE não existe um modelo pronto, é preciso reconhecer e atender as particularidades de cada aluno com deficiência, altas habilidades ou superdotado, favorecendo seu acesso ao conhecimento. Não podemos negar que existem os modelos didáticos, mas necessitam ser moldados, pois cada aluno possui sua individualidade e habilidades.
Em outro momento Senhor Palomar muda seu modo de pensar e passa a ver o ser humano com outros olhos, como vemos neste trecho “Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. Completado também esse passo, eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”””. Enfim, ele se depara com a realidade, um mundo onde não existe um padrão para os seres humanos, onde as diferenças existem, cada ser humano é único, com necessidades distintas, essa é a visão do AEE, cada ser humano é único nas suas necessidades e potencialidades, é preciso uma mente aberta para atender à todos, com princípios norteadores da prática pedagógica, suprindo as necessidades e eliminando as barreiras no processo do aprender.
"Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades." ( Hallahan e Kauffman, 1994)
quinta-feira, 22 de maio de 2014
TGD Austimo
O Aluno com Autismo e a rotina em sala de aula.
A inflexibilidade e o apego a rotinas podem levar a criança com autismo a estabelecer rotinas inadequadas no interior da escola, na qual causarão dificuldades posteriores para os profissionais e para a própria criança quando forem reformuladas. O cotidiano escolar possui rituais que se repetem diariamente, como a organização da entrada dos alunos, das rotinas de sala aula, do recreio, da organização da turma para oferta da merenda e outros exemplos de rituais que se repetem e que favorecem a apropriação da experiência escolar para a criança com TGD, quanto mais cedo puder antecipar o que acontece diariamente na escola, mais familiar e possível de ser reconhecida se tornará para ela a vivência escolar. O importante é tornar a antecipação uma rotina e não desistir da expectativa de adesão da criança. Como efeito da antecipação, a cada dia mais o contato diário da criança com o ambiente escolar e seus rituais , que se repetem, vão tornando o cotidiano mais previsível e seu comportamento poderá ir se transformando.(AEE e TGD. São Paulo: MEC/SEESP,2010.P.23)
Uma das características do aluno autista é a necessidade de ter segurança em sua rotina diária, a rotina deve ser antecipada pelo professor de forma simples e objetiva, devendo ser essa antecipação rotineira, assim o comportamento dessa criança vai se transformando dia a dia. Oferecer uma programação diária visível através de uma comunicação alternativa, para que o aluno tenha condições de prever as tarefas a serem executadas durante o dia é de fundamental importância, pois possibilita um entendimento sobre o que está ocorrendo e o que vai acontecer.
Existem inúmeros modelos de cartazes de rotina, eles podem ser confeccionados com figuras ou fotos baseados no interesse da criança, fichas, cartazes, etc., quando o autista estabelece associação entre a atividade e o símbolo, facilita tanto a comunicação quanto a compreensão da regra.
O professor adaptará esta rotina para a faixa etária do aluno, podendo usar desenhos ou palavras dependendo do nível que a criança se encontra e para os diferentes dias da semana. Esta rotina deverá ficar afixada na sala de aula.
O acompanhamento é de toda sala ao mesmo tempo, eles vão interagindo com o mundo do aluno com autismo sem perceber e muitas vezes os amigos os ajudam simbolizando juntos tornando mais interessante, pois contribui de forma significativa na socialização do aluno e levando em conta que a rotina ajuda de forma geral a sala.
O professor deve ensinar o aluno a utilizar o quadro. Ele pode ser confeccionado com velcro de forma que a criança retire a atividade para qual esteja se dirigindo no momento, como exemplo, ao ir para a aula de informática ele retira a ficha do quadro e entrega para o professor para que guarde, assim a criança tende a ficar menos estressada com a mudança. No ambiente escolar acontece também os imprevistos, se por algum motivo a educação física hoje não é no mesmo local, é necessário o aluno saber disto antecipadamente.
A inflexibilidade e o apego a rotinas podem levar a criança com autismo a estabelecer rotinas inadequadas no interior da escola, na qual causarão dificuldades posteriores para os profissionais e para a própria criança quando forem reformuladas. O cotidiano escolar possui rituais que se repetem diariamente, como a organização da entrada dos alunos, das rotinas de sala aula, do recreio, da organização da turma para oferta da merenda e outros exemplos de rituais que se repetem e que favorecem a apropriação da experiência escolar para a criança com TGD, quanto mais cedo puder antecipar o que acontece diariamente na escola, mais familiar e possível de ser reconhecida se tornará para ela a vivência escolar. O importante é tornar a antecipação uma rotina e não desistir da expectativa de adesão da criança. Como efeito da antecipação, a cada dia mais o contato diário da criança com o ambiente escolar e seus rituais , que se repetem, vão tornando o cotidiano mais previsível e seu comportamento poderá ir se transformando.(AEE e TGD. São Paulo: MEC/SEESP,2010.P.23)
Uma das características do aluno autista é a necessidade de ter segurança em sua rotina diária, a rotina deve ser antecipada pelo professor de forma simples e objetiva, devendo ser essa antecipação rotineira, assim o comportamento dessa criança vai se transformando dia a dia. Oferecer uma programação diária visível através de uma comunicação alternativa, para que o aluno tenha condições de prever as tarefas a serem executadas durante o dia é de fundamental importância, pois possibilita um entendimento sobre o que está ocorrendo e o que vai acontecer.
Existem inúmeros modelos de cartazes de rotina, eles podem ser confeccionados com figuras ou fotos baseados no interesse da criança, fichas, cartazes, etc., quando o autista estabelece associação entre a atividade e o símbolo, facilita tanto a comunicação quanto a compreensão da regra.
O professor adaptará esta rotina para a faixa etária do aluno, podendo usar desenhos ou palavras dependendo do nível que a criança se encontra e para os diferentes dias da semana. Esta rotina deverá ficar afixada na sala de aula.
O acompanhamento é de toda sala ao mesmo tempo, eles vão interagindo com o mundo do aluno com autismo sem perceber e muitas vezes os amigos os ajudam simbolizando juntos tornando mais interessante, pois contribui de forma significativa na socialização do aluno e levando em conta que a rotina ajuda de forma geral a sala.
O professor deve ensinar o aluno a utilizar o quadro. Ele pode ser confeccionado com velcro de forma que a criança retire a atividade para qual esteja se dirigindo no momento, como exemplo, ao ir para a aula de informática ele retira a ficha do quadro e entrega para o professor para que guarde, assim a criança tende a ficar menos estressada com a mudança. No ambiente escolar acontece também os imprevistos, se por algum motivo a educação física hoje não é no mesmo local, é necessário o aluno saber disto antecipadamente.
sábado, 19 de abril de 2014
Surdocegueira e Deficiência Múltipla
Surdocegueira e Deficiência Multipla
A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. Para McInnes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte. O autor subdivide as pessoas com surdocegueira em quatro categorias:
· Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
· Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
· Indivíduos que se tornaram surdocegos;
· Indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente, ou seja,não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo.
O mesmo autor (1999) relata que muitos indivíduos com surdocegueira congênita ou que a adquiram precocemente têm deficiências associadas como: físicas e intelectuais. Estas quatro categorias podem ser agrupadas em Surdocegos Congênitos ou Surdocegos Adquiridos e dependendo da idade em que a surdocegueira se estabeleceu pode-se classificá-la em Surdocegos Pré-linguísticos ou surdocegos Pós-linguísticos.
São consideradas pessoas com deficiência múltipla aquelas que "têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social.(UFC-MEC,2010). As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros. D e acordo com a autora Shirley (2011), na deficiência Múltipla não é possível garantir que todas as informações muitas vezes chegam para a pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do conhecimento que elas vão adquirindo ao longo da vida.
De acordo com os autores, é de extrema importância o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla, para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, devemos buscar a sua verticalidade; o equilíbrio postural; a articulação e a harmonização de seus movimentos; a autonomia em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força muscular. As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos, isso para servir como tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.(UFC-MEC,2010).
Nas crianças com surdocegueira e com deficiência múltipla, a comunicação é o aspecto mais importante e, por isto, deve-se focar nele toda a atenção na implementação do programa educacional/terapêutico, já que é o ponto de partida para chegar a qualquer aprendizagem.O uso de objetos reais é uma possibilidade que consiste em interpretar uma atividade, ação ou situação, que adquire um valor simbólico, fazendo com que a pessoa compreenda e expresse suas as intenções comunicativas.
De acordo com o texto comunicação para pessoas com surdocegueira (2005), dentre as estratégias para criar, facilitar e incrementar a comunicação não simbólica se deve levar em conta:
Interesses Individuais: O interesse das crianças deve estar baseado na interação física por meio do estabelecimento de rotinas de jogo, na qual seja possível a imitação de comportamentos com ou sem intenção.
Deve-se permitir à criança escolher tantas vezes como lhe seja possível, a imitação de ações específicas dentro de um contexto determinado; esta conduta pode ser considerada como um sinal.
Shirley (2011), coloca que para as pessoas com surdocegueira e/ou com deficiência múltipla podemos dividir a comunicação em Receptiva ou Expressiva. Receptiva é quando alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma seja, escrita,falada, Libras e etc. Expressiva requer que o comunicador passe a informação para outra pessoa, pode ser por meio do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala, escrita, figuras e muitas outras variações. Segunda a autora a comunicação é definida como uma forma de interação qm que o significado é transmitido por meio do uso de sinais, que são percebidos e interpretado por um dos pares. Para um contato ser mantido e para que haja uma interação harmoniosa, é indispensável que se estabeleça uma comunicação de alta qualidade.
domingo, 9 de março de 2014
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Audiodescrição
O recurso consiste na descrição clara e objetiva de
todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão
contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais
que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos
especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos,
títulos e qualquer informação escrita na tela.
O interesse do professor pela audiodescrição, no entanto, tem como base valorizar o seu potencial pedagógico, na condição de técnica ou serviço
de promoção da acessibilidade capaz de permitir ao educador inclusivo,
nas mais variadas situações didáticas desenvolvidas no cotidiano
escolar, a construção e narração de roteiros audiodescritos que possam
ilustrar e enriquecer o processo de ensino/aprendizagem, ao passo que
beneficia o educador no planejamento de aulas inclusivas, voltadas à
diversidade dos alunos, e favorece os próprios educandos, usuários do
recurso.
Assim, mediante utilização da audiodescrição como ferramenta de cunho pedagógico, os educadores inclusivos poderão:
- minimizar ou eliminar as barreiras presentes nos
meios de comunicação que se interponham ao acesso à educação, tais como
aquelas presentes no acesso a materiais bibliográficos;
- proporcionar que alunos com deficiência visual e outros tenham acesso aos conteúdos escolares, no mesmo tempo
em que o restante da turma;
- permitir que todas as ilustrações, imagens,
figuras, mapas, desenhos e demais configurações bidimensionais,
presentes nos livros didáticos, fichas de exercícios, provas,
comunicados aos pais, cartazes, circulares internas etc. também sejam
disponibilizados em audiodescrição;
- zelar pela autonomia, empoderamento e independência dos alunos com deficiência visual e outros usuários do recurso;
- atentar para a descrição de objetos que fazem parte
do cotidiano escolar, como a disposição do mobiliário da sala de aula,
da planta baixa da escola, da distribuição do acervo na biblioteca, dos
espaços de recreação e outros ambientes e produtos de uso comum etc.;
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
JOGOS E ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA ALUNOS COM
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
O Atendimento Educacional Especializado tem por objetivo ampliar o ponto de partida e de chegada do aluno em relação ao seu conhecimento. Não se atém a soluc
ionar os obstáculos da deficiência, mas criar outras formas de interação, de acessar o conhecimento particular e pessoal. É de caráter educacional, mas ao contrário da escola que trabalha o saber universal,o AEE trabalha com o saber particular do aluno, aquilo que traz de casa, de suas convicções visando propiciar uma relação com o saber diferente do que possui, ampliar sua autonomia pessoal, garantir outras formas de acesso ao conhecimento.
Através dos jogos podemos alcançar diversos objetivos com os alunos com deficiência intelectual, pois ao jogar o aluno depara-se com uma situação-problema gerada pelo jogo e tenta resolvê-lo, a fim de alcançar o seu objetivo. Para tanto, cria procedimentos, organiza-se em formas de estratégias e avalia-os em função dos resultados obtidos que podem ser bons e maus. As regras presentes nos jogos possibilitam desencadear os mecanismos de equilíbrio cognitivos, logo, constitui um poderoso meio para favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual, essas regras supõem organização e coordenação que inserem dentro do quadro de natureza lógica. Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções, além de possibilitar a construção de uma atitude positiva perante os erros, uma vez que as situações sucedem-se rapidamente e podem ser corrigidas de forma natural, no decorrer da ação, sem deixar marcas negativas(Brasil, 1998, p.46)
Um jogo muito interessante que faço uso na sala de recursos multifuncional é o tangran, pois é extremamente eficiente para o desenvolvimento do raciocíneo lógico, familiarização do aluno com as figuras básicas da geometria, atenção, concentração e estimulação da criatividade. O aluno precisa criar diferentes imagens utilizando sempre o mesmo número de peças e não as sobrepondo. Esta atividade pode ser desenvolvida dentro de um molde onde se tem o lugar identificado para cada peça, pode-se mostrar o desenho e pedir para que o aluno reproduza o mesmo usando as peças recortadas ou através de recursos tecnológicos como no site"jogos da escola" ou "rachacuca" tornando assim o aprendizado mais prazeroso e significativo para o aluno. A atividade pode ser desenvolvida de acordo com o grau de dificuldade de cada aluno
O tangram é um quebra-cabeça chinês, de origem milenar. Ao contrário de outros quebra-cabeças ele é formado por apenas sete peças com as quais é possível criar e montar cerca de 1700 figuras entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros. As regras desse jogo consistem em usar as sete peças em qualquer montagem colocando-as lado a lado sem sobreposição.



DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
O Atendimento Educacional Especializado tem por objetivo ampliar o ponto de partida e de chegada do aluno em relação ao seu conhecimento. Não se atém a soluc
ionar os obstáculos da deficiência, mas criar outras formas de interação, de acessar o conhecimento particular e pessoal. É de caráter educacional, mas ao contrário da escola que trabalha o saber universal,o AEE trabalha com o saber particular do aluno, aquilo que traz de casa, de suas convicções visando propiciar uma relação com o saber diferente do que possui, ampliar sua autonomia pessoal, garantir outras formas de acesso ao conhecimento.
Através dos jogos podemos alcançar diversos objetivos com os alunos com deficiência intelectual, pois ao jogar o aluno depara-se com uma situação-problema gerada pelo jogo e tenta resolvê-lo, a fim de alcançar o seu objetivo. Para tanto, cria procedimentos, organiza-se em formas de estratégias e avalia-os em função dos resultados obtidos que podem ser bons e maus. As regras presentes nos jogos possibilitam desencadear os mecanismos de equilíbrio cognitivos, logo, constitui um poderoso meio para favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual, essas regras supõem organização e coordenação que inserem dentro do quadro de natureza lógica. Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções, além de possibilitar a construção de uma atitude positiva perante os erros, uma vez que as situações sucedem-se rapidamente e podem ser corrigidas de forma natural, no decorrer da ação, sem deixar marcas negativas(Brasil, 1998, p.46)
Um jogo muito interessante que faço uso na sala de recursos multifuncional é o tangran, pois é extremamente eficiente para o desenvolvimento do raciocíneo lógico, familiarização do aluno com as figuras básicas da geometria, atenção, concentração e estimulação da criatividade. O aluno precisa criar diferentes imagens utilizando sempre o mesmo número de peças e não as sobrepondo. Esta atividade pode ser desenvolvida dentro de um molde onde se tem o lugar identificado para cada peça, pode-se mostrar o desenho e pedir para que o aluno reproduza o mesmo usando as peças recortadas ou através de recursos tecnológicos como no site"jogos da escola" ou "rachacuca" tornando assim o aprendizado mais prazeroso e significativo para o aluno. A atividade pode ser desenvolvida de acordo com o grau de dificuldade de cada aluno
O tangram é um quebra-cabeça chinês, de origem milenar. Ao contrário de outros quebra-cabeças ele é formado por apenas sete peças com as quais é possível criar e montar cerca de 1700 figuras entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros. As regras desse jogo consistem em usar as sete peças em qualquer montagem colocando-as lado a lado sem sobreposição.
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