O recurso consiste na descrição clara e objetiva de
todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão
contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais
que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos
especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos,
títulos e qualquer informação escrita na tela.
O interesse do professor pela audiodescrição, no entanto, tem como base valorizar o seu potencial pedagógico, na condição de técnica ou serviço
de promoção da acessibilidade capaz de permitir ao educador inclusivo,
nas mais variadas situações didáticas desenvolvidas no cotidiano
escolar, a construção e narração de roteiros audiodescritos que possam
ilustrar e enriquecer o processo de ensino/aprendizagem, ao passo que
beneficia o educador no planejamento de aulas inclusivas, voltadas à
diversidade dos alunos, e favorece os próprios educandos, usuários do
recurso.
Assim, mediante utilização da audiodescrição como ferramenta de cunho pedagógico, os educadores inclusivos poderão:
- minimizar ou eliminar as barreiras presentes nos
meios de comunicação que se interponham ao acesso à educação, tais como
aquelas presentes no acesso a materiais bibliográficos;
- proporcionar que alunos com deficiência visual e outros tenham acesso aos conteúdos escolares, no mesmo tempo
em que o restante da turma;
- permitir que todas as ilustrações, imagens,
figuras, mapas, desenhos e demais configurações bidimensionais,
presentes nos livros didáticos, fichas de exercícios, provas,
comunicados aos pais, cartazes, circulares internas etc. também sejam
disponibilizados em audiodescrição;
- zelar pela autonomia, empoderamento e independência dos alunos com deficiência visual e outros usuários do recurso;
- atentar para a descrição de objetos que fazem parte
do cotidiano escolar, como a disposição do mobiliário da sala de aula,
da planta baixa da escola, da distribuição do acervo na biblioteca, dos
espaços de recreação e outros ambientes e produtos de uso comum etc.;