Educação Escolar de Pessoas com Surdez
Atendimento Educacional Especializado em Construção
Damázio (2007) em seu texto fala sobre o contexto histórico, pelo qual passou a educação voltada para o indivíduo com surdez, co aloca necessidade da busca de práticas e propostas que valorizem as diferenças, superando os obstáculos da escola comum, eliminando as barreiras que impedem o ser humano de participar da sociedade usufruindo da realidade cotidiana. Segundo Damázio e Ferreira enquanto as discussões ficam centradas na aceitação de uma língua ou de outra, as pessoas com surdez não tem o seu potencial individual e coletivo desenvolvido. A aquisição da língua de sinais, de fato, não é garantia de uma aprendizagem significativa. O ambiente em que a pessoa com surdez está inserida, em especial, o da escola comum, uma vez que não lhe oferece condições para que se estabeleçam mediações simbólicas com o meio físico e social, não exercita ou provoca a capacidade representativa dessas pessoas, conseqüentemente, compromete o desenvolvimento do pensamento, da linguagem e da produção de sentidos. A atenção deve estar centrada, primeiramente, no potencial natural que esses seres humanos têm, independente de deficiência, diferença, limites ou mesmo do marcador surdo. Nessas pessoas, se lhes forem criados ambientes propícios para desenvolverem o seu potencial, as marcas do déficit, da falta, da falha e da deficiência serão secundarizadas e será exaltado o seu potencial humano.
[...] O problema da educação das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou até agora, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas.
Pensar que as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem sua capacidade perceptivo-cognitiva é uma tarefa, primordial, pois “são pessoas que pensam, raciocinam e que precisam como as demais, de uma escola que explore suas capacidades, em todos os sentidos”, coloca Damázio (2010).Nesse sentido, se faz importante que o AEE PS, numa perspectiva inclusiva, proporcione o reconhecimento do potencial e das capacidades e habilidades desses alunos, potencializando seu pleno desenvolvimento e aprendizagem (Damázio, 2010). O professor do AEE PS deve possibilitar a construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais, rompendo com uma prática pedagógica alienante em prol de uma educação significativa e autônoma desses alunos.
Para que tenhamos essa educação significativa e autônoma o trabalho do AEE PS, segundo Damázio (2010), envolve três momentos didático-pedagógicos, que são: Atendimento Educacional Especializado EM LIBRAS onde é necessário estabelecer parcerias que favoreça ao aluno com surdez a compreensão dos conteúdos curriculares. Atendimento Educacional Especializado para o ensino DE LIBRAS onde o ensino de Libras deve começar desde cedo para que a pessoa com surdez comece a estabelecer um sistema de comunicação sem muita dificuldade e, que ao chegar à escola o professor de Libras respeite as especificidades dessa língua, trabalhando-a paulatinamente com os conteúdos curriculares. E, por fim o Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa onde a educação bilíngue para os alunos com surdez é primordial, uma vez que, ele convive com ouvintes, por isso, é importante que o professor ensine as duas línguas para que aprenda a usarem em diversas situações do cotidiano e nas práticas discursivas.
Portanto, é preciso que o trabalho do professor do AEE PS deve ser a transformação das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas, compreendendo o fracasso do processo educativo das pessoas com surdez, buscando alternativas com intuito de minimizar esse problema e fazendo diferença em sua aprendizagem. O processo educativo precisa preparar a pessoa com surdez para a individualidade e a coletividade e o AEE PS objetiva colaborar nesse processo.
REFERÊNCIA:
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paula. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p. 46-57.
"Quando eu aceito a língua de outra pessoa, eu aceito a pessoa.
Quando eu rejeito a língua, eu rejeitei a pessoa porque a língua é parte de nós mesmos.
Quando eu aceito a língua de sinais, eu aceito o surdo, e é importante ter sempre em mente que o surdo tem o direito de ser surdo. Nós não devemos mudá-los, devemos ensiná-los, ajudá-los, mas temos que permitir-lhes ser surdo."
Terje Basilier
Parabéns Alessandra pelo seu texto, ficou muito bom e principalmente pelo pensamento que você colocou.
ResponderExcluirAbs:
Valéria
Alessandra: é importante sempre que falar de um autor, mesmo que citando indiretamente você coloque o ano correspondente. Quando realizar uma citação direta ela deve vir acompanhada do autor, ano e pagina. Quando você coloca o nome do autor entre (...) ele deve ser em maiúsculo todas as letras. A fonte utilizada deve ser a mesma, exceto para citações com recuo, observe a fonte da referencia. Quanto ao texto, parabéns, está bem resumido, coerente e com ideias bem apresentadas!
ResponderExcluir